O controle de parasitas é uma das práticas mais importantes para manter um plantel saudável, produtivo e rentável. Parasitas internos e externos podem causar perda de peso, redução da produção de ovos, queda da fertilidade, transmissão de doenças e aumento da mortalidade das aves.
Em 2026, produtores que investem em biossegurança, manejo adequado e monitoramento constante conseguem reduzir significativamente esses problemas. Além disso, o uso de uma chocadeira, uma incubadora de ovos e da incubação artificial contribui para uma criação de aves mais organizada, favorecendo a renovação do plantel com aves saudáveis.
Quais são os principais parasitas das aves?
Os parasitas podem ser classificados em internos e externos.
Parasitas internos
São aqueles que vivem no sistema digestivo ou em outros órgãos da ave.
Os mais comuns incluem:
- lombrigas (Ascaridia galli);
- vermes do ceco (Heterakis gallinarum);
- tênias;
- capilárias (Capillaria spp.).
Esses parasitas prejudicam a absorção de nutrientes, comprometem o crescimento e reduzem a produtividade.
Parasitas externos
Vivem sobre a pele e as penas das aves.
Os principais são:
- piolhos;
- ácaros;
- carrapatos;
- pulgas.
Esses organismos provocam irritação, perda de penas, estresse, anemia e queda na postura.
Como identificar uma infestação?
Os sinais mais frequentes incluem:
- perda de peso;
- penas arrepiadas ou sem brilho;
- redução da produção de ovos;
- coceira constante;
- aves inquietas;
- diarreia;
- fraqueza;
- anemia em casos graves;
- crescimento lento dos pintinhos.
A inspeção periódica das aves e das instalações ajuda a detectar o problema precocemente.
Como prevenir parasitas?
A prevenção deve fazer parte da rotina da propriedade.
As principais medidas incluem:
- limpeza frequente do galinheiro;
- remoção diária ou periódica das fezes;
- troca regular da cama;
- água limpa e alimentação de qualidade;
- controle da umidade;
- quarentena para novas aves;
- controle de roedores, insetos e aves silvestres;
- desinfecção periódica das instalações.
Essas ações reduzem significativamente a pressão de infestação.
Programa sanitário e monitoramento
O controle de parasitas deve ser baseado em um programa sanitário elaborado com orientação de um médico-veterinário.
A necessidade de vermifugação ou tratamento contra ectoparasitas deve ser avaliada conforme a situação da propriedade, respeitando as doses recomendadas e os períodos de carência dos medicamentos.
Também é importante acompanhar regularmente o peso das aves, a produção de ovos e o estado geral do plantel.
A importância da incubação artificial
Embora a incubação artificial não elimine parasitas diretamente, ela faz parte de um sistema produtivo bem organizado.
Uma incubadora de ovos mantém temperatura, umidade e ventilação controladas, favorecendo o nascimento de pintinhos saudáveis.
Já a chocadeira automática proporciona maior eficiência na incubação, permitindo formar lotes uniformes e renovar o plantel com melhor controle sanitário.
Quando associada às boas práticas de biossegurança, essa tecnologia contribui para uma criação de aves mais segura e produtiva.

O controle de parasitas é indispensável para garantir aves saudáveis, boa produção de ovos e maior rentabilidade. Higiene, manejo adequado, monitoramento constante e orientação veterinária são as principais ferramentas para prevenir infestações e reduzir perdas.
Ao investir em uma chocadeira, utilizar uma incubadora de ovos moderna e adotar corretamente a incubação artificial, o produtor fortalece sua criação de aves, melhora a sanidade do plantel e aumenta a produtividade ao longo de todo o ano.





